domingo, 3 de março de 2013

NÃO EUROPEUS NÃO PODERÃO MAIS ESTUDAR NA LONDON METROPOLITAN UNIVERSITY

Após investir R$ 64 mil para estudar em Londres, brasileira teme deportação Ruth Costas Da BBC Brasil em Londres Atualizado em 3 de setembro, 2012 - 13:38 (Brasília) 16:38 GMT Facebook Twitter Compartilhe Enviar a página Versão para impressão Camila Alvarez (Foto BBC - Paula Idoeta) Para a estudante Camila Alvarez, decisão do governo britânico foi "tiro no pé". Após investir pouco mais de R$ 64 mil para fazer um curso de Marketing, a estudante baiana Camila Alvarez, de 25 anos, viu seu sonho de concluir um mestrado em Londres transformar-se no pesadelo de uma ameaça de deportação. Camila faz parte do grupo de 35 brasileiros matriculados na London Metropolitan University (LMU), universidade que perdeu a licença para pedir a emissão de vistos para alunos estrangeiros na semana passada, em uma decisão inédita do governo da Grã-Bretanha. Notícias relacionadas Até 2 mil alunos temem deportação após universidade britânica perder licença Universidade de Londres perde licença para receber alunos estrangeiros Universidades americanas fazem ‘ofensiva’ por alunos no Brasil Tópicos relacionados Educação, Imigração A estudante de Salvador estava no primeiro mês de um curso de 15 meses quando a LMU teve sua licença revogada. De acordo com autoridades britânicas, ela e os outros 2.700 estudantes não-europeus da LMU terão 60 dias para serem aceitos em outra universidade ou deixar o país. Segundo a LMU, o prazo só começará a contar a partir do momento em que os estudantes recebam uma carta da agência de imigração lhes informando oficialmente sobre sua situação. "Tenho de entregar trabalhos para o curso, mas não consigo avançar porque paro e me pergunto: 'Por que estou fazendo isso se posso acabar até sendo deportada?'", disse Camila à BBC Brasil. Ela afirma que pedirá o dinheiro investido no mestrado de volta se tiver de deixar o país. "Uma decisão como essa tem um impacto psicológico muito grande. Não é fácil acordar um belo dia e ver seus planos de estudar no exterior desmoronarem. Em poderia ter ido para os EUA, o Canadá ou a Austrália, mas escolhi vir para cá. Agora, a mensagem que tal medida envia para estudantes estrangeiros é que eles não são bem-vindos na Grã-Bretanha", completa a estudante. Segundo a Associação de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores no Reino Unido (Abep), a forma como a licença da LMU foi revogada "gera incerteza" sobre os benefícios de trazer estudantes brasileiros à Grã-Bretanha, em um momento em que o governo brasileiro se diz disposto a financiar 10 mil alunos em instituições britânicas dentro do programa "Ciência sem Fronteiras". Pelo menos mais um aluno, de doutorado, já procurou a embaixada brasileira em Londres relatando estar em uma situação semelhante a de Camila. Outros, que estavam no fim do curso, não têm certeza de que receberão o diploma. E um número ainda não divulgado de brasileiros que deveriam começar os estudos na LMU entre setembro e outubro também terá de cancelar os planos de viagem. Tiro no pé Antes de começar o mestrado em Londres, Camila trabalhou quatro anos em uma empresa de navegação em Salvador. Estava satisfeita com o trabalho, mas ainda assim decidiu largar o emprego e estudar fora do Brasil para expandir suas perspectivas de carreira. O investimento da estudante no projeto foi substancial - tanto em termos financeiros quanto de tempo. Camila começou a trabalhar nos preparativos para sua estadia na Grã-Bretanha em março do ano passado. Só o curso de mestrado em Marketing na LMU custou 12.000 libras (R$ 38.700). Também teve de fazer um exame de inglês, pagar uma tradutora juramentada para traduzir seus documentos e viajar para o Rio de Janeiro para completar o processo de solicitação do visto - procedimentos que lhe consumiram mais de R$2.000 reais. A passagem custou R$ 3.500 e Camila ainda tinha economizado mais R$ 20.000 com os quais estava financiando os custos com alojamento e alimentação na Grã-Bretanha. "Arranjei um emprego de meio-período, algo permitido quando você tem visto de estudante, para complementar meu orçamento aqui", conta. "Mas não há dúvida que estudantes como eu trazem muitos recursos para a Grã-Bretanha, o que faz com que a decisão do governo sobre a LMU seja um tiro no pé", acredita. Incertezas sobre o diploma Outro exemplo do drama vivido por brasileiros que estudavam na LMU é o caso do jornalista brasileiro Jonas Oliveira, de 27 anos, que entregou sua dissertação de mestrado na sexta-feira, mas não sabe se receberá o diploma. Segundo Jonas, que pagou 10 mil libras (cerca de R$ 32,2 mil) pelo mestrado em Administração do Esporte iniciado em setembro do ano passado, a universidade tem evitado "dar informações precisas" sobre o que acontecerá com os estudantes estrangeiros matriculados em seus cursos. "Ficamos sabendo de tudo pela imprensa", ele diz. "Alguns brasileiros deveriam receber o diploma em dezembro, mas foram à secretaria da universidade perguntar o que vai acontecer e receberam a mesma resposta: 'não sabemos'", contou Diego Scardone, diretor-executivo da Abep. De acordo com Scardone, nesta época do ano não será fácil para alunos que estão no meio do curso conseguirem transferência para outras universidades, porque a maioria das instituições já finalizou seus processos seletivos. Na sexta-feira, a Abep enviou uma carta ao ministro britânico da Imigração, Damian Green, condenando a revogação da licença da LMU e chamando atenção para o "impacto devastador" sobre "milhares de estudantes internacionais, muitos deles brasileiros". "A ameaça de deportação, a incerteza sobre o futuro e o risco de que os investimentos de muitas famílias e indivíduos sejam jogados pela janela depois de muito trabalho árduo são totalmente inaceitáveis", diz o texto. "Essa decisão arbitrária pode gerar incerteza sobre os benefícios de trazer estudantes brasileiros ao Reino Unido e questionamentos sobre se vale a pena promover intercâmbio com um país no qual esses estudantes não são bem-vindos ou respeitados." FONTE: BBC BRASIL

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

RESIDIR EM PORTUGAL

Governo concede vistos a quem comprar casas de luxo em Portugal Sexta-Feira, 19 Outubro de 2012 A crise económica em Portugal está a criar novas oportunidades de negócio em diversas áreas. Os estrangeiros estão de olho e parece que são bem-vindos. Para já o governo tratou de criar um quadro legal mais favorável e estimulante... Embora a lei já existisse, o despacho nº 11820-A/2012 vem agora reforçar a concessão de uma autorização de residência a estrangeiros para efeitos do exercício de uma actividade de investimento em território nacional (ARI). Podem vir a beneficiar deste estatuto, os cidadãos nacionais de estados terceiros, titulares de capital social de uma sociedade que tenha sede em Portugal. Para conseguir este estatuto bastará que se verifique uma das seguintes condições. A transferência de capital no montante mínimo de um milhão de euros, tratando-se da criação de uma empresa a criação de um mínimo de 30 postos de trabalho, ou, e aqui reside a grande novidade, a aquisição de um imóvel no valor mínimo de 500 mil euros, desde que tenha a plena propriedade do mesmo livre de encargos ou ónus, sejam hipotecas ou outros. Com esta medida o estado português pretende a revitalização do mercado em Portugal, principalmente na área do imobiliário que tem estado completamente parado e condicionado. A crise do imobiliário Não será certamente alheio a esta “decisão legal” a letargia em que se encontra o nosso mercado imobiliário, a precisar urgentemente de um grande balão de oxigénio, que terá forçosamente de vir do estrangeiro. Com esta medida o governo pretende precisamente atrair o investimento exterior para o mercado imobiliário, concedendo facilidades de vistos de permanência a quem investir pelo menos meio milhão de euros numa casa. Sabendo que Portugal goza de muito boa imagem como país seguro e tranquilo junta da comunidade internacional. A medida “pisca o olho” claramente a angolanos e russos, mas também sem esquecer Ingleses, irlandeses, alemães e holandeses que continuam a ser os principais investidores do turismo imobiliário de luxo no nosso país. País atraente e cheio de oportunidades Ainda recentemente o estudo “Portugal: The Luxury Tourist Resort Property Market 2011”, elaborado pela consultora Prime Yield e pela imobiliária Fine & Country, afirma isto mesmo e traçou inclusivamente um cenário muito bom para o mercado. Este documento refere que a segurança é um fator abonatório, em contraponto com outros destinos próximos e que fazem concorrência em género com Portugal. O estudo refere por exemplo, “A insegurança dos países do Magrebe está a beneficiar a comercialização de empreendimentos no Algarve e na zona Oeste. O Algarve e a Zona Oeste vão manter-se como os destinos mais estáveis no que diz respeito ao mercado do turismo residencial em Portugal. Da mesma forma, o Litoral Alentejano tornou-se uma das regiões que mais tem atraído as atenções dos investidores de resorts, particularmente na zona costeira. Portugal mantém uma posição forte no mercado do Turismo residencial de Luxo em comparação com outros mercados que foram denominados d e ‘minas de ouro’ há alguns anos e que agora sofreram depreciações drásticas no preço das propriedades. Portugal é definitivamente um mercado com sólidas oportunidades de investimento e excelentes retornas para aqueles que tenham um bom timing de decisão ao investir, nomedamente agora que se pode comprar em baixa havendo muito mais alternativas no mercado a permitir uma escolha mais variada. Qualidade de construção e design TAMBÉM É VANTAGEM COMPARATIVA Segundo o “The Luxury Tourist Resort Property Market”, “há diversos projetos em carteira que acabaram por ser reavaliados com decisões de avançar com promoções entretanto congeladas, com os promotores a apresentarem uma postura mais cautelosa e a reformularem os seus investimentos de forma a adequarem os produtos à nova realidade económica e a um consumidor mais cauteloso e constrangido em termos de recursos financeiros”. Ape sar do arrefecimento do mercado português de imobiliário de luxo, o estudo ressalva que “os preços do imobiliário mantiveram-se consolidados no Triângulo Dourado, formado por Vale do Lobo, Quinta do Lago e Almancil”, a zona de ‘resorts’ mais cara de Portugal. O diretor da Prime Yield, especialista em avaliação imobiliária, José Velez, realçou que “Portugal tem um mercado de imobiliário de ‘resorts’ especialmente resistente, dado ser menos exposto às variações dos ciclos imobiliários, tendo em conta as suas características e vantagens naturais, mas também devido à qualidade de construção e design”. Apesar de tudo o mercado de ‘resorts’ turísticos de luxo apresentou, em 2010 e 2011, à semelhança do mercado imobiliário, uma tendência generalizada de contração, influenciado pelas condições económicas e financeiras adversas e pelas crescentes restrições de acesso ao crédito, quer a nível nacional quer internacional. Situação que pode agora começar a ser alterada com esta abertura legislativa Portugal entusiasma Michael Valdes é cubano, vive em Miami e é vice-presidente da Sotheby’s na região Europa, Médio Oriente e África (EMEA). Esteve recentemente em Lisboa para saber como estava a correr o negócio da imobiliária de luxo norte-americana e ficou encantado: “Portugal tem um potencial de crescimento tremendo”, disse na altura numa entrevista à comunicação social, e explicou porquê: “apesar da crise económica, da troika e de os preços das casas de luxo estarem a baixar ligeiramente, existem compradores interessados. Temos os brasileiros, que veem Portugal como uma porta de entrada na Europa por causa da língua em comum. Angolanos e moçambicanos devido à relação histórica entre países. E até compradores asiáticos, que começam agora a entrar no mercado”, disse, acrescentando que “a maioria já vê Portugal como o país onde têm a sua segunda casa”. É por isso que o sol e o mar são tão importantes para estes compradores, seja em zonas como Cascais, Algarve ou Madeira. Vista para o mar ou praia perto são as principais características que estes compradores procuram quando querem comprar uma casa de luxo em Portugal, mas, de acordo com o mesmo responsável, nos níveis mais altos de luxo, a procura incide também na privacidade e na facilidade em chegar ao destino – por exemplo, ter um aeroporto de referência perto. “Muitos dos nossos clientes têm muitas casas, por isso a conveniência é um fator–chave.” Benefícios atraem compradores de luxo Mas não é apenas o sol e o mar que fazem que brasileiros, angolanos e asiáticos estejam tão atentos a Portugal, porque há sempre muitos investidores que procuram especificamente benefícios fiscais. Por outro lado há também o fator oportunidade como defende Rafael Ascenso, diretor-geral da Porta da Frente/Christie’s. “Os brasileiros vêm muito para Portugal à procura de oportunidades de investimento, principalmente agora que os preços estão mais baixos por causa da crise”, e acrescenta que, por isso, “as vendas aumentaram já mais de 50% este ano em relação a 2011. E curiosamente esta pode ser uma excelente forma de Portugal combater a crise não só do imobiliário, porque este é um sector que provoca muito arrastamento para outras áreas e outros sectores. De facto se o imobiliário encetar uma retoma significativa, principalmente a este nível, haverá muitos empresários de nível internacional que o estudo já afirma verem Portugal como a sua segunda casa, a virem viver para cá não só para gozar de um estilo de vida, mas quem sabe para aqui poder reinvestir tanto em capitais, como em atividades empresariais. Para isso o governo terá de estar atento e perceber que não se atraem esses capitais apenas com benefícios legais. É preciso também saber construir uma sociedade equilibrada e segura onde todos se sintam bem. José Manuel Duarte jduarte@mundoportugues.org FONTE: JORNAL MUNDO PORTUGUÊS.ORG

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

JUDEUS SEFARDITAS

MADRI - A Espanha anunciou um pacote de medidas para acelerar a concessão de nacionalidade a judeus sefarditas, cujos antepassados eram originariamente espanhóis até a sua expulsão da Península Ibérica, há mais de cinco séculos. A nacionalidade será concedida independentemente do local de residência da pessoa, desde que comprove sua condição através de um certificado da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha (FCJI) e demonstre manter vínculos com o país, "seja por sobrenome, por idioma familiar, descendência direta ou parentesco colateral", ressaltou o ministro da Justiça, Alberto Ruiz Gallardón. - (A condição sefardita) constitui por si mesma uma circunstância excepcional que dá direito à nacionalidade com independência de onde resida o solicitante - afirmou o ministro, durante o anúncio na Casa Sefarad, em Madri. Os sefarditas já tinham a possibilidade de obter a nacionalidade espanhola há algumas décadas, mas a nova lei simplificará o processo. A própria FCJI se encarregará de verificar o pedido antes de encaminhá-lo para o governo para a sua aprovação. Calcula-se que existam mais de dois milhões de judeus sefarditas no mundo e que milhares de pessoas - a maioria delas vivendo hoje na Turquia e em países da América Latina - poderão se beneficiar da medida. A palavra sefardita vem do hebraico e significa espanhol. Os sefarditas de hoje são descendentes dos judeus expulsos da Espanha em 1492. Historiadores consideram que até 200 mil pessoas podem ter deixado o país na época, por recusarem a conversão ao catolicismo. Presente no anúncio, o ministro de Relações Exteriores e Cooperação, José Manuel García-Margallo, disse que a medida faz parte de ações para melhorar a imagem do país e recuperar sua "memória silenciada durante muito tempo". Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/espanha-facilitara-nacionalidade-judeus-sefarditas-6800537#ixzz2K3WAiqio © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. FONTE: JORNAL O GLOBO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CONSULADO DA ESPANHA VOLTOU A ATENDER

Consulado Geral da Espanha em São Paulo voltou a antender os que não tinham agendamento em 2011 e só fizeram o protocolo... Nós, da Rassi Consultoria damos total assessoria aos interessados. Muito cuidado com golpistas, falsos assessores que só querem dar golpes nos clientes! Nós trabalhamos com contrato de prestação de serviços. Onze anos de experiência. 9 anos de escritório estabelecido em São Paulo. Mais duas clientes com cidadania espanhola reconhecida (netas): Silene Moreno (Licenciada em Letras) Rita Chinarelli (Autônoma) = ritachinarelli@yahoo.com.br

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ADOLESCENTES APÁTRIDAS VIVEM SEM DIGNIDADE NO REINO UNIDO

Adolescentes 'apátridas' lutam para sobreviver nas ruas britânicas Atualizado em 5 de novembro, 2012 - 17:01 (Brasília) 19:01 GMT Facebook Twitter Compartilhe Enviar a página Versão para impressão Adolescente em um banco de praça em Londres (Foto BBC) Tony, nascido em Uganda: dois anos nas ruas Uma multidão de adolescentes apátridas está vivendo nas ruas de cidades britânicas como Londres e Birmingham. O problema crescente, denunciado por ONGs locais, é exposto em um documentário da BBC transmitido nesta segunda-feira pela rede britânica. Esses menores chegaram ao país ilegalmente com os pais ou nasceram na Grã-Bretanha, mas nunca foram incluídos nos registros oficiais (filhos de imigrantes não-documentados não têm direito à nacionalidade britânica). Notícias relacionadas Eles terminaram nas ruas por diferentes motivos. Porque brigaram com os pais ou porque fugiram de abusos sofridos em casa nas mãos de familiares ou "tutores", por exemplo. Como estão no país em situação irregular, têm mais dificuldade em conseguir abrigo em instituições oficiais ou acessar serviços básicos. Alguns terminam até se prostituindo. Não há registros oficiais sobre esses menores, mas ONGs que prestam serviços a imigrantes ou a crianças e adolescentes vêm chamando atenção para o problema - entre elas a Asylum Aid, o Coram Children's Legal Centre e o Safe'n'Sound Youth Project, de Peckham, no sul de Londres. "Até o momento já fomos abordados por pelo menos 600 jovens nessa situação", conta Janiffer Blake, da Safe'n'Sound, para quem o problema têm crescido num ritmo "alarmante". Segundo investigações da equipe de reportagem do programa Inside Out, da BBC, ONGs notaram a existência desses adolescentes apátridas em pelo menos nove cidades britânicas - Leeds, Coventry, Nottingham, Newcastle, Liverpool, Oxford e Cardiff, além de Londres e Birmingham. Exemplo
Nascido em Uganda, Tony, de 17 anos, é um dos adolescentes sem-teto e sem documentos que procurou a Safe'n'Sound nos últimos meses. Expulso de casa pelo pai aos 15 anos, desde então ele tem dormido nos ônibus da capital britânica (por considerá-los "mais seguros" que as ruas). "Todo dia é uma luta. Tenho fome e preciso de dinheiro, mas se roubar acabo indo para a prisão. Eu não quero isso", disse o adolescente à reportagem da BBC. Depois de dois anos vivendo em condições precárias e lutando para conseguir comida e abrigo, a saúde de Tony está se deteriorando. "Este ano, quando o frio chegou eu fiquei mal - tive muita tosse e resfriado. Também emagreci muito", conta o adolescente. Recentemente, Tony conseguiu o direito de residir no Reino Unido com o apoio da Safe'n'Sound, o que lhe permite ao menos procurar trabalho oficialmente. Mas muitos outros adolescentes continuam sem ter documentos nem para comprovar sua identidade para autoridades do país de origem de seus pais ou para funcionários da agência britânica de imigração. Por isso, mesmo que queiram, também não podem sair do Reino Unido. Exploração sexual Outro caso que ilustra as dificuldades enfrentadas por essas crianças e adolescentes sem-teto e sem documentos nas cidades britânicas é o de uma menina líbia de 17 anos entrevistada pela BBC. Ela chegou ao país ilegalmente em 2009 depois que sua mãe, preocupada com a violência na Líbia, pagou um amigo da família para cuidar da filha no Reino Unido. Após alguns meses, a adolescente foi abandonada pelo seu "tutor" e terminou morando nas ruas britânicas e se prostituindo. "Às vezes sinto vontade de me matar", ela contou. "Tenho de fazer coisas que me fazem mal e me envergonham por alguns trocados. Só assim posso comer ou consigo algum lugar para dormir por uma noite." Segundo estimativas do Centro de Estudos sobre Migração, Política e Sociedade da Universidade de Oxford há 120 mil crianças vivendo na Grã-Bretanha sem documentos. Em Londres, cerca de 10% das crianças estariam em situação irregular. Parte dessas crianças têm documentos de seus países de origem (em geral o caso dos brasileiros). Mas também há muitas que não estão registradas em nenhuma parte. "Independentemente do status imigratório dessas crianças e adolescentes, se elas estão na Grã-Bretanha, as autoridades locais têm o dever legal de lhes proporcionar apoio e abrigo. E isso não está acontecendo em muitos casos", afirma Kamena Dorling, do Coram Children's Legal Centre. FONTE: BBC

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MUDANÇAS NO CONSULADO DE PORTUGAL (ATENDIMENTO FICARÁ PIOR)

Atenção os prazos de urgência necessários para a emissão do Cartão do Cidadão e do Passaporte descritos abaixo, começam a contar apenas após a visita ao Consulado para a respectiva recolha dos dados biométricos (fotografia, impressões digitais e assinatura). Infelizmente, devido a pouca quantidade de funcionários, a problemas técnicos e ao grande volume de pedidos, não tem sido possível manter os prazos que tínhamos antes para os serviços abaixo, mas estamos nos empenhando em diminuí-los novamente. Deste modo, pedimos a gentileza de aguardar nosso contacto. Congestionar nossa Central Telefónica ou nosso serviço de emails com pedidos de informações sobre processos que ainda não passaram dos prazos apenas irá retardar ainda mais nossos serviços. Nos casos de Nacionalidade e Transcrições de Casamento ou Óbito, o utente é contactado em média, em até 45 dias úteis depois de recebida a documentação completa do utente. Nos casos de transcrições em que o nascimento do titular ocorreu há mais de 100 anos, não temos como prever o tempo necessário para que os Arquivos Distritais localizem e enviem o respectivo assento de nascimento, o que torna o processo mais demorado. Para o Cartão do Cidadão o utente é convocado para duas visitas ao Consulado. A primeira para a recolha dos dados biométricos, e 20 dias úteis depois (em média) o utente receberá uma ligação para vir retirar/validar o cartão. O Passaporte é recebido pelo utente em sua casa, em média a partir do 5º dia útil seguinte após a verificação presencial de identidade (para o passaporte) no Consulado. Como para ter o passaporte, o utente precisa ter o Cartão do Cidadão, caso não tenha este último, somando os prazos dos dois documentos, serão necessários no mínimo 25 dias úteis para receber o Passaporte após o primeiro agendamento. Assim sendo, relembramos mais uma vez para não comprar passagens sem que esteja com o passaporte em mãos. Contudo, caso não tenha urgência no seu processo e prefira que o mesmo seja executado com taxas menores, ainda que para isso os prazos sejam maiores, bastará, ao consultar as informações respectivas, escolher a modalidade "sem urgência". Neste caso, não temos como prever o prazo de conclusão do processo. Vale ainda lembrar que os prazos acima são calculados com base na média dos processos executados, por isso podem variar. No entanto, podem ocorrer demoras adicionais por diversos motivos sobre os quais o Consulado não tem controle , pelo que não pode ser responsabilizado. Apenas como exemplo podemos citar alguns desses motivos: - uma Conservatória que demore mais para localizar, enviar, ou informatizar, as certidões necessárias; - um notário novo que ainda não nos tenha enviado o devido sinal público; - um repentino aumento do volume de pedidos; - um requerimento com informações incompletas ou incorrectas; - um telefone de contacto no qual o requerente não seja localizado com facilidade; - atrasos na emissão do Cartão do Cidadão ou do Passaporte por parte da Casa da Moeda; - falhas técnicas nos programas de emissão de documentos; - greves nas empresas aéreas ou terrestres envolvidas no envio dos documentos. Se desejar pode também fazer uma busca em nosso site usando o mecanismo abaixo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ACORDO ENTRE BRASIL E UNIÃO EUROPÉIA

Brasil e UE suprimem necessidade de vistos para turistas EFEEFE – 2 horas 26 minutos atrás Mais em Economia » Brasília, 8 out (EFE).- O Brasil oficializou nesta segunda-feira um acordo através do qual suprime a necessidade de vistos para turistas procedentes da União Europeia (UE), que dará o mesmo tratamento aos brasileiros que viajem para os 25 países do bloco. Este medida estará em vigor a partir de hoje e abrangerá todos os membros da UE, com as únicas exceções de Reino Unido e Irlanda. A supressão de vistos será apenas para aqueles turistas cujas viagens não se prolonguem durante mais de três meses e que não tenham previsto realizar nenhuma atividade remunerada, informa o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial. O acordo foi assinado em Bruxelas no dia 8 de novembro de 2010 e recupera a reciprocidade total em matéria de vistos entre Brasil e UE, que tinha sido quebrada de forma unilateral pelas autoridades brasileiras em 2004, após a adesão de dez novos países ao bloco comunitário. O texto estabelece que se mantém a necessidade de vistos para aqueles cidadãos que viajem por motivos trabalhistas ou para realizar pesquisas, estágios, estudos ou trabalho social, assim como para missionários e participantes de atividades artísticas. EFE FONTE: YAHOO NOTÍCIAS